Pouso a solidão na janela
debruçada que nem moça
despretensa esperando
ver um pássaro voando
Que fiz eu da solidão
senão embelezá-la?
Chamo eu de fantasia
toda tristeza embotada
Que fiz eu dessa janela,
senão fechá-la a tranca?
Passarinho não mais pousa
não mais voa e não mais canta.